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Título : Mapeando sonhos e lamentações: A cartografia social e o mapeamento participativo como estratégia de resistência em comunidades tradicionais no "território" do Complexo Industrial Portuário de Suape, PE
Autor : SILVA, Girlan Cândido da
Palabras clave : Território; Estado; Comunidades; Cartografia Social; Cartografia Comunitária; CIPS
Fecha de publicación : 27-ago-2024
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : SILVA, Girlan Cândido da. Mapeando sonhos e lamentações: A cartografia social e o mapeamento participativo como estratégia de resistência em comunidades tradicionais no "território" do Complexo Industrial Portuário de Suape, PE. 2024. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.
Resumen : Este trabalho versa sobre o processo de depredação territorial propiciado pelo Complexo Industrial Portuário de Suape (CIPS) e o Estado de Pernambuco em comunidades tradicionais como pescadores e quilombolas no território de Suape e se objetiva, ‡ luz da cartografia social e os mapeamentos participativo- comunitários a sua autoidentificação e denúncias de violências praticadas. Neste sentido, desde o surgimento dos mapas como elementos essenciais para representar espaços na superfÌcie terrestre, eles têm sido amplamente utilizados para a conquista e tomada de territórios pelos Estados. Além disso, os mapas desempenharam um papel crucial em conflitos e guerras. No século XX, com o avanço das tecnologias de geoprocessamento, os mapas se tornaram um documento importante para o planejamento territorial e para o seu rearranjo. No entanto, muitas vezes, estes mapeamentos acabam ignorando o capital humano e a vida existentes nestes territórios. As comunidades tradicionais são as mais impactadas pelo avanço do grande capital nos territórios, traduzido pelo crescente n ̇mero de empreendimentos capitalistas que encontram respaldo no Estado. Neste sentido, para tentar minimizar esses efeitos, tais comunidades e populações afetadas diretamente pelo capitalismo e pela opressão estatal, tem recorrido ‡ cartografia social e aos mapeamentos participativos como forma de legitimar seus territórios e assim, criar mecanismos de luta contra essas práticas ilegÌtimas. Um exemplo disso È o território de Suape, situ a Região Intermediaria do Recife, onde as din‚micas de mudança territorial afetam diretamente comunidades como o Quilombo MercÍs, o engenho Serraria e a Ilha de Tatuoca. Para entendermos tais dinamicas foram realizadas junto as comunidades, oficinas de mapeamento participativo e cartografia social a partir da criação de mapas tematicos comunitarios, levando em consideração os sonhos e os lamentos das comunidades e posteriormente o seu geoprocessamento com a utilização de softwares como o ArcGis 10.8 e o QGis 3.16. Esses mapas tematicos refletem a realidade enfrentada por estas comunidades e evidenciam a persistência de disputas e violência territorial.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66827
Aparece en las colecciones: Teses de Doutorado - Geografia

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